(…) há uma tendência de gravitar em volta do candidato completo; você sabe: um conjunto maravilhoso de habilidades e um currículo impressionante. - Nick Chabraja, CEO da General Dynamics
Quantos de nós engajados em processos seletivos diversos não nos deparamos com aquele currículo fabuloso, onde seu criador (á sua frente) tem uma habilidade fora do comum em comunicar-se , com uma fala polida, uma concordância perfeita na sua linha racional de argumentos, ótima apresentação e então mais uma vez pensamos:
- Uau! achei a pessoa certa.
É isso mesmo você está em frente a um generalista, mas pare um pouco e pense…
No conjunto de habilidades desse candidato, de fato é o conjunto que interessa para cumprir as tarefas as quais a vaga necessita? Aliás, de que forma foi definido o perfil desse para essa vaga? De uma forma corriqueira ou foi utilizado o método correto?
E a mais importante de todas as perguntas a se fazer:
Eu preciso contratar um especialista ou um generalista?
Concordo que uma habilidade fora do comum em comunicar-se , uma fala polida, uma concordância perfeita na sua linha racional de argumentos e ótima apresentação deve fazer parte do perfil dos melhores candidatos, mas certamente não resume-se a isso, Nick Chabraja também disse sabiamente:
“Acho que o sucesso acontece quando temos a pessoa correta na função correta na hora coreta, com o conjunto de habilidades corretas para o problema empresarial que temos de resolver.”
Numa esfera mais simples um generalista pode chegar a resultados satisfatórios, mas em um dado momento , quando a situação exigir maior expertise e conhecimento certamente ele – o generalista – não dará mais conta do recado, portanto equalize muito bem a necessidade da vaga, o perfil requerido e os candidatos que tem a sua disposição e contrate aquela pessoa que reúne habilidade e potencial suficiente para – segundo Nick – resolver o problema.
Lembre-se de que o melhor candidato é aquele que reúne 90% das características dos 10 melhores entrevistados e que tem potencial para alcançar (ou já alcançou) resultados de que somente 30% destes – 10 melhores – chegariam.
Quando algum empresário me pergunta: Será que devo demitir um colaborador? Eu respondo: Lembre-se dos motivos pelo qual o contratou!
Imagine se os motivos da contratação deste colaborador forem uma fala polida e uma apresentação impecável, provavelmente este empresário saberá que quem deve ser demitido não é seu colaborador, mas sim ele mesmo, que o contratou através dos critérios e métodos errados.
Sucesso a todos.

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